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Victor [Prólogo]
Topic Started: 15/03/2010 - 10:37 pm (72 Views)
Lima
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Administrador

Prólogo

Já era tarde. A lua minguante se escondia por detrás das casas daquele beco escuro. A água ácida da chuva , trazida diagonalmente por uma intensa ventania, escorria por meus brancos fios de cabelo. Observava a cena, fazendo tanto barulho quanto uma formiga ao caminhar por um travesseiro feito de penas de ganso. Respirava pouco e devagar. Dois elementos suspeitos, mas conhecidos, conversavam debaixo de um poste que deveria iluminar o local.

Um deles se chamava Rodrigo Donato, um homem de estatura considerável, braços fortes, largo em todos os sentidos. De sombrancelhas grossas e barba, porém com pouquíssimos capilares na cabeça. Se seu corpo já assustava, a expressão facial fazia com que ninguém ousasse incomodá-lo. Mas não era só isso que fazia dele um dos homens mais respeitados, e temidos, da região. Armeiro, como era conhecido, tinha um fabuloso dom na fabricação de certos “equipamentos”. Talento esse que poderia ser usado para o bem, mas não era o caso. Perdi as contas de quantas vezes já tentei convencê-lo a se tornar meu parceiro, mas ele não se preocupa com ninguém, simplesmente quer vender seus produtos para quem pagar mais, e quem tinha mais dinheiro eram justamente os meus inimigos.

O outro homem, Carlos Almeida, não passava de um mero gatuno tentando comprar uma arma para roubar, chantagear, assaltar, entre outras atividades rotineiras. Tinha rosto jovem, corpo fraco, cabelo comprido... Mais uma alma perdida nesse mundo do crime. Não duraria uma semana se se metesse com os barras-pesadas.

O que era de se estranhar era o fato dos dois estarem juntos, naquele lugar, naquele momento. Armeiro tinha muitos funcionários para fazer o serviço de venda, e porque ele estaria ali pessoalmente, àquela hora? Como ele conhecia o outro rapaz? Era tão estranho que cheguei a pensar se não era uma armadilha. Mas ninguém se atreveria a armar algo contra mim, até porque ninguém teria capacidade mental para desenvolver um plano capaz de me enganar. E mesmo que aquilo fosse uma tentativa de o fazer, seria fácil e divertido escapar.

Eu estava vestido como sempre, com uma calça comprida e flexível, amarrada na cintura por uma corda discreta, com uma camisa de manga desabotoada nos pulsos, sapatos silenciosos e escuros, um chapéu negro cobrindo uma parte da cabeça e a minha indispensável bengala de madeira.

A mercadoria negociada era uma pistola simples e um pouco de munição, e a maneira como Carlos pechinchava deixava claro que o jovem não era de boas condições financeiras. Enquanto a negociação era feita, virei os olhos para meu relógio de pulso. Duas da madrugada. Já era hora. Peguei uma pílula de meu bolso e arremessei. Ao estourar no chão, liberou em poucos segundos uma volumosa quantidade de fumaça, que, num piscar de olhos, difundiu-se pelo pequeno ambiente. Levantei-me rapidamente de meu esconderijo, atrás de uma caçamba de lixo, e fui caminhando até meus alvos.

Eles atiraram algumas vezes, cegamente, sem ter sequer noção de onde eu estava, em meio àquela neblina. Mas era fácil saber onde se localizavam, bastava ouvir suas respirações ofegantes e os sons dos tiros. Me aproximei. Peguei, com a mão direita, um pano de dentro do bolso da camisa e o empurrei rapidamente contra a face de Rodrigo, enquanto minha outra mão imobilizava seu braço armado. Tentou me dar um soco com o punho esquerdo, como previsto. Desviei enquanto passava a perna por trás do homem que, antes que pudesse tentar algum outro ataque, foi empurrado e, tonto, desmoronou. Desmaiou. Eis que Carlos aparece com uma faca na mão tentando me atingir. Atitude que, se eu estivesse de mau humor, representaria o fim do rapaz. Segurei seu pulso. Tentou me dar um murro. Segurei a outra mão. Em pouco tempo dei a volta em seu corpo, segurando então seus braços por trás das costas. Pressionei um ponto próximo ao ombro e o jovem desmaiou.

Para terminar o serviço, estava algemando os dois quando ouvi um passo. Som de coturno de couro. Cheiro de uísque barato. Provavelmente mais um policial inútil como muitos outros da cidade. Continuei fazendo meu trabalho normalmente, até ouvir outro barulho. Dessa vez, de revólver sendo retirado do bolso. Coloquei a mão na cintura, pegando minha adaga. Me virei e houve o disparo.

Felipe Souza. É claro. Alcoólatra famoso na região. Um guarda, um grande guarda! Tinha habilidades fenomenais em uso de armas: abridor de garrafas, saca-rolha, taco de bilhar! Um homem de respeito mesmo. Mas é claro que um gênio como esse não poderia ficar fora do cargo. Afinal de contas, a polícia tinha que colocar alguém no local para acalmar a população, mas não podia atrapalhar seus principais vendedores.

O que aquele imbecil que nem sabia atirar estava fazendo ali eu não sabia. Mas tudo bem. A partir do momento que a arma fora posicionada para o tiro, fiz um cálculo simples. Era fácil notar que a arma atingiria meu baço realizando um ângulo de cerca de trinta e cinco graus em relação a uma um plano horizontal, perpendicular a posição vertical de meu corpo. Assim, bastava colocar minha adaga na posição adequada para que a bala ricocheteasse de volta para o atirador. Atingiu sua mão, que deixou o revólver cair. Corri até o lugar e tratei de algemá-lo também.

Contatei um conhecido policial. Justo, confiável. Ele chegou em pouco tempo, colocou os infratores em uma viatura, me agradeceu e os levou para a delegacia. Um tanto cansado, fui para casa, com a consciência limpa, sabendo que, no meio dessa cidade injusta, em que o crime domina, inocentes sofrem e morrem todos os dias, e os “salvadores” são corruptos e covardes, talvez eu seja a única esperança. A de limpar esse lugar de tanta sujeira acumulada, de tanto tempo. E eu não vou decepcionar. Esse é o meu lugar, essa é a minha história.

Victor
[ Em Breve ]

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