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| brasil: Parece mentira, mas é novela | |
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| Tweet Topic Started: Mar 8 2010, 08:42 AM (355 Views) | |
| beto | Mar 8 2010, 08:42 AM Post #1 |
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Zafiro
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Patrícia Villalba Para alguém que gosta de novela não tem coisa pior do que assistir ao seu programa favorito ao lado daqueles que não seguem a trama e adoram fazer perguntas difíceis - "essa tonta não está vendo que a bandida vai roubar o pendrive?", ou "só mesmo uma toupeira para não perceber que o marido está arrastando asa para a outra ali, ó". Afinal, é preciso embarcar em alta dose de fantasia para não perceber alguns recursos que os autores normalmente usam para fazer a história andar. É o caso, por exemplo, do porteiro que nunca interfona para o apartamento da mocinha avisando que a vilã vai subir - se ele avisasse, ela, a megera, iria embora e, pronto, acabou a novela. A novela precisa fazer sentido, a realidade, não, já disse aqui no TV & Lazer o experiente Manoel Carlos. Por isso, no afã de criar uma situação engraçada, de escalar uma atriz deslumbrante para viver uma mulher sofrida, de juntar lé com cré ou dar um desfecho cinematográfico a determinados personagens, os autores pesam a mão e escrevem cenas que acabam entrando para o folclore noveleiro. É aquela coisa que a gente vê e diz "ah, só acontece em novela!". "Só acontece em novela, porque só novela é novela", resume o autor Silvio de Abreu. "Ou seja, as pessoas se encontram todas na mesma hora em um determinado restaurante, o mocinho e a mocinha se apaixonam no primeiro encontro, um personagem chega bem na hora em que o segredo está sendo revelado, etc e etc... TUDO É POSSÍVEL Silvio não tem medo do clichê, muito pelo contrário. Se tivesse medo, aliás, não teria escrito algumas das cenas mais divertidas da teledramaturgia nacional. "Tudo isso faz parte do gênero, é clichê sem dúvida, mas se clichê fosse ruim não teria sido tão repetido até virar clichê... Novela é a arte de fazer o impossível ser crível, de fazer o absurdo ser possível... É fantasia, é diversão", anota. "Tomo muitas e muitas ‘licenças poéticas’ porque essa é a essência do folhetim e novela que não é folhetim, para mim, não interessa." É claro que nem todo autor consegue manejar bem os clichês ou as situações do tipo "até parece que", de modo que não pareça um desafio à inteligência do telespectador. Um caso clássico é aquele em que a gravidez da mocinha transcorre num tempo que parece totalmente descolado da trama. Mas todos os autores, sem exceção, precisam de tais recursos para fazer a trama andar e acontecer. Em novela, a dose de coincidência à disposição no universo é usada sem economia. Se o autor quiser, e precisar, o mocinho sempre vai encontrar a mocinha por acaso, onde quer que seja - no Leblon ou no deserto do Marrocos. "Em Prova de Amor (2006), por exemplo, eu dei um jeito do Velho Gui (Rogério Froes) ser pai da Clarice (Lavinia Vlasak) e ao mesmo tempo da Joana (Bianca Rinaldi), de modo que seus netos Nininha (Julia Magessi) e os gêmeos (interpretados por Pedro Malta) eram sequestrados e se encontravam ‘por coincidência’ na casa da bruxa sequestradora Elza (Vanessa Gerbelli)", relembra Tiago Santiago, hoje no ar com o remake de Uma Rosa Com Amor (SBT). "É o tipo de coincidência que é, na verdade, a mão do destino para fazer a família toda se reunir. O mesmo artifício é usado por grandes autores, como Charles Dickens ou Molière, entre dezenas de outros", completa o autor, dando a dica de que as coincidências em novela não têm data para acabar. Reunimos algumas licenças poéticas notáveis e/ou divertidas da teledramaturgia dos últimos tempos. E autores, sem medo, contam alguns dos seus maiores exageros na hora de criar situações. http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,parece-mentira-mas-e-novela,520094,0.htm |
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